Sessão dupla do Cineclube Bamako exibe Burkinabè Rising em Recife e Porto Alegre

Saudações Cineclubistas!

O Cineclube Bamako, com apoio do Bar da Carla, Frente Quilombola RS, Galeria Arvoredo e Federação Pernambucana de Cineclubes (FEPEC) orgulhosamente anuncia nossa primeira ação articulada entre Recife e Porto Alegre.

Na próxima quinta-feira 18/10, às 19h, exibiremos em ambas as cidades o longa-metragem Burkinabè Rising: The art of resistance in Burkina Faso, da realizadora Iara Lee. Além do filme burquinense, na sessão do Recife também será apresentado o curta-metragem Coração do Mar, de Rafael Nascimento.

Esta é uma ação em parceria com a produtora Culture of Resistance Films, que vem organizando um circuito internacional de exibição do documentário em 100 cidades ao redor do mundo até o final de 2018. Para isso, pensamos sessões em espaços onde o debate sobre o filme possa se conectar com pessoas negras e engajadas em lutas populares que fazem uso da cultura enquanto ferramenta de emancipação.

Desta maneira, propomos a partir do cinema e outras expressões culturais uma ponte entre as realidades do Brasil e de Burkina Faso. Teremos também apresentações musicais, performance e feiras de artesanato, culinária. A sessão em Porto Alegre será em local aberto, entrada gratuita. Já no Recife, teremos uma taxa de contribuição para manutenção das atividades do cineclube e do espaço. Chegue com sua intenção positiva de trocar ideias e fortalecer diálogos para outras construções coletivas.

Confira a Sinopse e mais informações sobre Burkinabè Rising

SINOPSE: Um pequeno país sem litoral na África Ocidental, Burkina Faso é o lar de uma comunidade vibrante de artistas, músicos, cidadãos engajados que carregam o espírito revolucionário de Thomas Sankara, morto em um golpe de estado liderado por seu melhor amigo e conselheiro Blaise Compaoré, que então governou o país como um autocrata por 27 anos, até que uma insurreição popular maciça levou à sua remoção. Hoje, o espírito de resistência e mudança política é mais poderoso do que nunca e permeia todos os aspectos da vida burkinabè. É uma inspiração não só para a África, mas para o resto do mundo.

Através da música, do cinema, da ecologia, da arte visual e da arquitetura, as pessoas apresentadas neste filme estão seguindo o espírito revolucionário de Thomas Sankara. Depois de assumir a presidência em 1983, Sankara foi morto em um golpe de estado de 1987 liderado por seu amigo e conselheiro próximo Blaise Compaoré, que posteriormente governou o país como um autocrata por vinte e sete anos. Em outubro de 2014, uma insurreição popular maciça levou à sua remoção. Hoje, o espírito de resistência é mais poderoso do que nunca em Burkina Faso.

No outono de 2016, a diretora Iara Lee viajou por todo o país para filmar Burkinabè Rising. Através desta jornada, ela conheceu um elenco notável de artistas, músicos e ativistas que estão usando as tradições artísticas do país para impulsionar uma mensagem de resistência: Joey le Soldat, um rapper, infunde suas letras com referências às lutas da juventude empobrecida em Ouagadougou, a capital do país, bem como dos agricultores que trabalham fora do país. Marto, o mais conhecido grafiteiro de Burkina Faso, transforma muros de cidades estéreis em murais coloridos que condenam a injustiça. Malika la Slameuse, uma ativista dos direitos das mulheres, realiza poesia slam que oferece uma perspectiva feminista sobre uma forma de arte dominada pelos homens. Serge Aimé Coulibaly usa a dança como uma forma de resistência política, com o movimento da necessidade de falar e agir.

Além de criar perfis de artistas individuais, o Burkinabé Rising documenta um festival de arte reciclada e entrevista grupos de agricultores que enfrentam a invasão da agricultura corporativa. Exibindo um panorama de resistência criativa, o filme mostra como o ressurgimento da busca pela paz e da justiça em Burkinabè se manifesta através da expressão cultural, permeando todos os aspectos da vida cotidiana.

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O quê: Sessão Burkinabè Rising
Onde: Bar da Carla (POA) / Galeria Arvoredo (REC)
Quando: Quinta-feira 18.outubro.2018
Horário: 19h às 22h.
Quanto: Entrada Franca (POA) / Contribuição: R$5 (REC)

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Esta publicação foi postada por Gabriel Muniz.

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