ÚLTIMA CHAMADA – Cinema Negro e Indígena: Uma necessidade política e afetiva

PESQUISA SOBRE O CINEMA NEGRO E INDÍGENA BRASILEIRO

Nos últimos anos o cinema negro e indígena nacional tem criado proporções espetaculares, são produções que vão furando a hegemonia branca cinematográfica trazendo olhares específicos e fundamentais para a democratização da comunicação.

Por isso, está sendo realizada uma pesquisa sobre as produções audiovisuais brasileiras feitas por pessoas negras e indígenas, ou seja, essa população deve estar ocupando lugares de tomada de decisão no set de filmagem, a partir do ano de 2010. Para embasar a pesquisa quantitativa e qualitativa intitulada: “Cinema negro e indígena: Uma necessidade política e afetiva”, da pós-graduação em Arte e Tecnologia da Faculdade Rural de Pernambuco, elaborada por Iris Regina formada em Licenciatura Plena em Artes Visuais. “Queremos saber quem somos, onde estamos e do que falamos”.

Tal pesquisa pretende valorizar o protagonismo negro nessas produções no intuito de compreendermos narrativas distintas do olhar colonizador para contar outras histórias.

O formulário  https://goo.gl/forms/RhrEDWhzTATLz8QB2 estará disponível até o dia 10/04/2019.

Ajude na divulgação!ADELIA-SAMPAIO-570

Adélia Sampaio considerada a primeira cineasta negra brasileira

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Mapa do Cinema Negro no Brasil

Iniciamos nossa residência artística no Rio!

OuvidoChão - Cartas Quilombolas

Saudações!

Estamos bastante felizes de anunciar a partir deste nosso diário de bordo o início dos trabalhos do projeto OuvidoChão – Cartas Quilombolas. Nosso primeiro dia oficial de trabalho foi na última segunda-feira (03-12-2018) e começamos nesta primeira semana as sondagens de territórios, fortalecimentos de parcerias, reuniões da equipe de residência e recepção organizada pelo pessoal da ArtSonica, que nos deram as boas vindas apresentando o espaço do LabSonica.

Estamos retomando antigos e fazendo novos contatos com gente bastante interessante, cineclubistas, produtorxs audiovisuais, residentes e diversas pessoas com as quais temos sintonizado diversas frequências sonoras e afetivas. Algumas parcerias criativas já têm sido estabelecidas e muita coisa bacana vem por aí.

No âmbito de nossa pesquisa temos retomado e ampliado leituras sobre os territórios negros da região metropolitana, estudado a viabilidade técnica para as captações e finalizações de som e imagem, amadurecido nosso cronograma de trabalho a partir do…

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Sessão dupla do Cineclube Bamako exibe Burkinabè Rising em Recife e Porto Alegre

Saudações Cineclubistas!

O Cineclube Bamako, com apoio do Bar da Carla, Frente Quilombola RS, Galeria Arvoredo e Federação Pernambucana de Cineclubes (FEPEC) orgulhosamente anuncia nossa primeira ação articulada entre Recife e Porto Alegre.

Na próxima quinta-feira 18/10, às 19h, exibiremos em ambas as cidades o longa-metragem Burkinabè Rising: The art of resistance in Burkina Faso, da realizadora Iara Lee. Além do filme burquinense, na sessão do Recife também será apresentado o curta-metragem Coração do Mar, de Rafael Nascimento.

Esta é uma ação em parceria com a produtora Culture of Resistance Films, que vem organizando um circuito internacional de exibição do documentário em 100 cidades ao redor do mundo até o final de 2018. Para isso, pensamos sessões em espaços onde o debate sobre o filme possa se conectar com pessoas negras e engajadas em lutas populares que fazem uso da cultura enquanto ferramenta de emancipação.

Desta maneira, propomos a partir do cinema e outras expressões culturais uma ponte entre as realidades do Brasil e de Burkina Faso. Teremos também apresentações musicais, performance e feiras de artesanato, culinária. A sessão em Porto Alegre será em local aberto, entrada gratuita. Já no Recife, teremos uma taxa de contribuição para manutenção das atividades do cineclube e do espaço. Chegue com sua intenção positiva de trocar ideias e fortalecer diálogos para outras construções coletivas.

Confira a Sinopse e mais informações sobre Burkinabè Rising

SINOPSE: Um pequeno país sem litoral na África Ocidental, Burkina Faso é o lar de uma comunidade vibrante de artistas, músicos, cidadãos engajados que carregam o espírito revolucionário de Thomas Sankara, morto em um golpe de estado liderado por seu melhor amigo e conselheiro Blaise Compaoré, que então governou o país como um autocrata por 27 anos, até que uma insurreição popular maciça levou à sua remoção. Hoje, o espírito de resistência e mudança política é mais poderoso do que nunca e permeia todos os aspectos da vida burkinabè. É uma inspiração não só para a África, mas para o resto do mundo.

Através da música, do cinema, da ecologia, da arte visual e da arquitetura, as pessoas apresentadas neste filme estão seguindo o espírito revolucionário de Thomas Sankara. Depois de assumir a presidência em 1983, Sankara foi morto em um golpe de estado de 1987 liderado por seu amigo e conselheiro próximo Blaise Compaoré, que posteriormente governou o país como um autocrata por vinte e sete anos. Em outubro de 2014, uma insurreição popular maciça levou à sua remoção. Hoje, o espírito de resistência é mais poderoso do que nunca em Burkina Faso.

No outono de 2016, a diretora Iara Lee viajou por todo o país para filmar Burkinabè Rising. Através desta jornada, ela conheceu um elenco notável de artistas, músicos e ativistas que estão usando as tradições artísticas do país para impulsionar uma mensagem de resistência: Joey le Soldat, um rapper, infunde suas letras com referências às lutas da juventude empobrecida em Ouagadougou, a capital do país, bem como dos agricultores que trabalham fora do país. Marto, o mais conhecido grafiteiro de Burkina Faso, transforma muros de cidades estéreis em murais coloridos que condenam a injustiça. Malika la Slameuse, uma ativista dos direitos das mulheres, realiza poesia slam que oferece uma perspectiva feminista sobre uma forma de arte dominada pelos homens. Serge Aimé Coulibaly usa a dança como uma forma de resistência política, com o movimento da necessidade de falar e agir.

Além de criar perfis de artistas individuais, o Burkinabé Rising documenta um festival de arte reciclada e entrevista grupos de agricultores que enfrentam a invasão da agricultura corporativa. Exibindo um panorama de resistência criativa, o filme mostra como o ressurgimento da busca pela paz e da justiça em Burkinabè se manifesta através da expressão cultural, permeando todos os aspectos da vida cotidiana.

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O quê: Sessão Burkinabè Rising
Onde: Bar da Carla (POA) / Galeria Arvoredo (REC)
Quando: Quinta-feira 18.outubro.2018
Horário: 19h às 22h.
Quanto: Entrada Franca (POA) / Contribuição: R$5 (REC)

Belíssima sessão de abertura do Cineclube Bamako no Quilombo Fidélix

Cerca de 40 pessoas estiveram presentes para prestigiar a abertura do Cineclube Bamako no Quilombo Família Fidélix, evento realizado no dia 20-09-2018. Começamos por volta das 15h30 com uma Oficina de Serigrafia, ministrada por Ana Paula, integrante do Coletivo Alicerce. Trabalhamos nas telas de impressão a temática da Reparação Histórica das violências contra os povos não brancos, com as imagens de Zumbi e Dandara dos Palmares em primeiro plano. Também experimentamos uma tela para confecção das camisetas do Quilombo Fidélix. Montamos uma banca para exposição dos produtos da Frente Quilombola RS, Bamako Produção e Pontos de Miçangas.

Após a Oficina de Serigrafia, iniciamos a exibição dos filmes Manifesto Porongos (Thiago Köche/Rafuagi) e Fábula de Porongos (Manuela Furtado/Praça de Filmes). A Sessão Porongos foi bastante simbólica, pois aconteceu justamento no dia 20 de Setembro, quando no RS é comemorada a Revolução Farroupilha. Os filmes trouxeram audiovisões críticas e afrocentradas dos ocorridos, traçando pontes com os atuais momentos políticos, sociais e culturais no estado e no país.

Logo em seguida fizemos o lançamento de OuvidoChão – Identidades Quilombolas, documentário produzido por Gabriel Muniz/ Cineclube Bamako, e que foi gravado no próprio Quilombo Fidélix. O filme trabalha paisagens sonoras, memórias, oralidade, territórios e identidades negras/quilombolas ao destacar os trânsitos territoriais e dinâmicas de sociabilidade dos seus personagens.

Após os filmes houve uma grande roda de debate sobre as comemorações da Semana Farroupilha. A discussão teve como tema principal o episódio do Massacre de Porongos e a revisão histórica do racismo nas representações oficiais do estado. Além disso foi bastante criticada a representação de uma senzala, organizada por um dos acampamentos farroupilha, o que trouxe a tona todo o caráter racista e provocador das elites do estado.

Realização: Cineclube Bamako Apoio: Quilombo Fidélix / Frente Quilombola RS / Coletivo Alicerce

 

Veja mais imagens logo abaixo:

Cineclube Bamako lança produção independente em sessão no Quilombo Fidélix

Saudações Cineclubistas!

Nossa Sessão Porongos – será no dia 20/09, às 19h, no Quilombo Família Fidélix. Neste dia – em que é comemorado no Rio Grande do Sul a Revolução Farroupilha – traremos uma sessão cujo tema será o massacre de Porongos, triste capítulo da história do estado, quando os combatentes negros foram traídos pelas forças do Duque de Caixias (ele mesmo!), desarmados e brutalmente assassinados.

Teremos 2 produções em curta-metragem que retratam este episódio: Manifesto Porongos, documentário/videoclipe produzido por Thiago Köche e pelo grupo de rap Rafuagi; e Fábula de Porongos, ficção realizada por Manuela Furtado e pela produtora Praça Filmes.

Também faremos o lançamento do documentário OuvidoChão – Identidades Quilombolas, produção do Cineclube Bamako, realizada por Gabriel Muniz. Um aprofundamento na pesquisa sobre paisagens  sonoras e territórios feito de forma totalmente independente, foi gravado no próprio Quilombo Família Fidélix.

Nossa sessão conta com o apoio do Quilombo Fidélix e da Frente Quilombola RS.

Email: cineclubebamako@gmail.com / Facebook: @cineclubebamako / Instagram: @cineclubebamako

 

Informações da sessão

MANIFESTO PORONGOS – Thiago Köche / Rafuagi (Doc/Clipe, 16′, 2016).

Sinopse: O trabalho trata do vergonhoso massacre de Porongos durante a Revolução Farroupilha, quando negros escravizados que lutavam ao lado dos farroupilhas com a promessa de liberdade foram emboscados e chacinados, através de ordens diretas de Duque de Caxias e David Canabarro. Na música, utilizando versos do poeta negro Oliveira Silveira (em memória), a letra do Hino do Rio Grande do Sul é alterada: o trecho “povo que não tem virtude acaba por ser escravo” dá lugar a “povo que não tem virtude acaba por escravizar”.

FÁBULA DE PORONGOS – Manuela Furtado / Praça Filmes (Fic, 23′, 2016).

Sinopse: Uma história de resgate da cultura negra gaúcha e dos Mestres Griôs. Educativo, o curta-metragem trata da realidade de famílias negras na periferia das grandes cidades em paralelo a fatos históricos. Vô Guinga (Sirmar Antunes) é um militar aposentado que recebeu uma oferta de compra para sua loja de animais, localizada em uma área na periferia de Porto Alegre, onde será erguido um centro comercial. Enquanto narra histórias da saga Farroupilha para a neta Clara (Beatriz Lima), vêm à tona dilemas humanos como relações familiares e a liberdade de escolha, sempre sob o  manto da história dos Lanceiros Negros e a controversa história do Cerro de Porongos.

OUVIDOCHÃO – IDENTIDADES QUILOMBOLAS – Gabriel Muniz / Cineclube Bamako (Doc, 18′, 2018)

Sinopse: Buscando retratar paisagens sonoras em territórios quilombolas, este documentário em progresso aborda a memória e a construção de identidades quilombolas a partir de dois personagens, moradores do Quilombo. Seu Tilmo é pedreiro com larga experiência e que construiu boa parte das casas do quilombo. Mestre Jaburu é mestre de Capoeira e realiza um trabalho de difusão da cultura ancestral no território. Ambos falam de suas acolhidas no quilombo, suas lembranças na relação com o território e com as sonoridades quilombolas.

 

*Antes da sessão teremos uma Oficina de Serigrafia, facilitada por Ana Paula, do Coletivo Alicerce. Serão produzidas camisetas do próprio Quilombo Fidélix.

Cabelo de Redemoinhos – Teaser

Teaser pronto, coração acelerado.
Agora é com vocês, contribua com nossa campanha, lembrando que é tudo ou nada. O livro só sera feito se conseguirmos a meta.

Teaser para campanha de criação e lançamento do livro Cabelo de Redemoinhos.
Autora: Fabiana Maria
Ilustração: de Biam Dhifá
Projeto Gráfico: Gabriel Muniz
Entrevistadas: Mazarelo Rodrigues – Professora / Fernanda Lima – Gestora em Marketing / Isabella Maria – Psicóloga
Produção Audiovisual: Cineclube Bamako Câmera e Edição: Gabriel Muniz
Som: Irla Franco
Apoio: Tatiana Nascimento, Mariângela Araújo e Roberto Mariz

Link da Campanha: https://www.catarse.me/cabelo_de_redemoinhos_cf15
[11:44, 17/3/2018] +55 81 9761-8998: Seja Matrocinadora ou Patrocinador do livro Cabelo de Redemoinhos é só entrar no link e escolher a opção de 110 reais e ainda poderás dividir no cartão de crédito. Agora vá rápido só tem 160 vagas, ops 158 agora.

Link da Campanha: https://www.catarse.me/cabelo_de_redemoinhos_cf15