Sessão Kilombo leva à Serra Talhada produções de PE, RS e ES

E o mês de novembro segue intenso!

O Cineclube Bamako tem o maior orgulho de apresentar mais esta ação itinerante. Em parceria com o grupo de estudos Macondo / UAST-UFRPE, nossa próxima sessão será em Serra Talhada, sertão pernambucano. Denominada como Sessão Kilombo, esta atividade cineclubista trará para a comunidade acadêmica – em especial os estudantes de comunidades quilombolas e indígenas – cinco produções que abordam vivências de identidades quilombolas em 3 regiões do Brasil. Além de filmes sobre quilombos do sertão de Pernambuco – produções realizadas por quilombolas de Mirandiba e Salgueiro – , teremos um filme sobre o universo infantil de quilombolas do Espírito Santo (Disque Quilombola) e também uma produção do próprio Cineclube Bamako: O recém lançado OuvidoChão – Identidades Quilombolas.

Após a sessão teremos debate com a presença dxs jovens quilombolas do Centro de Cultura e Cidadania Zumbi dos Palmares, que participaram do curso Ficcionalizar no Kilombo, que produziram neste ano quatro filmes sobre os quilombos do Feijão e Quixabeira (Mirandiba-PE), dois dos quais entraram em nossa sessão: o documentário sobre religiosidade afroindígena Não Mexa em Coisa Sagrada e a ficção documental sobre o racismo nas relações de trabalho na cidade em O Retorno de Luzia.

Esta é mais uma atividade de autonomia e resistência cineclubista, que sempre conta com parceirxs sensíveis à importância de democratizar o acesso ao cinema, aos conteúdos culturais e aos debates/práticas sobre questões pertinentes às lutas populares, fortalecendo as formações humanas, políticas e técnicas, incentivando e disseminando as possibilidades narrativas feitas pelas comunidades negras e indígenas, pois autonomia de pensamento e representatividade importam!

 

Confira as sinopses e fichas técnicas:

 

Disque Quilombola

(Doc: Dir: David Reeks, SP-ES, 2012, 13′, Livre)

Sinopse: Crianças do Espírito Santo conversam de um jeito divertido sobre como é a vida em uma comunidade quilombola e em um morro na cidade de Vitória. Por meio de uma genuína brincadeira infantil, os dois grupos falam de suas raízes e desvelam o quanto a infância tem mais semelhanças do que diferenças.

 

OuvidoChão – Identidades Quilombolas

(Documentário / Gabriel Muniz / Cineclube Bamako, RS, 2019, 18’, Livre)

Sinopse: Buscando retratar paisagens sonoras em territórios quilombolas, este documentário em progresso aborda a memória e a construção de identidades quilombolas a partir de dois personagens, moradores do Quilombo Fidélix (Porto Alegre-RS). Seu Tilmo é pedreiro com larga experiência e que construiu boa parte das casas do quilombo. Mestre Jaburu é mestre de Capoeira e realiza um trabalho de difusão da cultura ancestral no território. Ambos falam de suas acolhidas no quilombo, suas lembranças na relação com o território e com as sonoridades quilombolas.

 

O Retorno de Luzia

(Ficção-Documentário / Direção Coletiva / Coletivo Ficcionalizar, PE, 2019, 10’, Livre)

Sinopse: Do centro da cidade de Mirandiba aos quilombos da Quixabeira e Feijão, a paisagem sertaneja e o Baobá, árvore ancestral de África, vão abrigar a narrativa do retorno de Luzia ao quilombo, depois da dor e superação do racismo vivido na cidade.

 

Não Mexa em Coisa Sagrada

(Documentário / Direção Coletiva / Coletivo Ficcionalizar, PE, 2019, 10’, Livre)

Sinopse: Dona Mariazinha de Xangô é uma autêntica herdeira das tradições religiosas de matrizes afroindígenas atuante em Mirandiba desde o início dos anos 1990. A partir de seu depoimento, outras personalidades do lugar vão demonstrando a fé nos encantados que lhes protegem.

 

Black Out

(Documentário / Adalmir José da Silva, Felipe Peres Calheiros, Francisco Mendes, Jocicleide Valdeci de Oliveira, Jocilene Valdeci de Oliveira, Martinho Mendes, Paulo Sano, Sérgio Santos, PE, 2016, 13′, Livre)

Sinopse: Quilombo de Conceição das Crioulas, Salgueiro, sertão pernambucano, nordeste do Brasil. Um filme sobre o invisível.

 

Sessão Nós por Nós: Cineclubismo e produção independente de Cinema Negro

Saudações cineclubistas!

 

O Cineclube Bamako neste mês de novembro apresentará sua produção autoral, fruto das reflexões e práticas acumuladas com as experiências cineclubista e militante. A Sessão Nós por Nós trará filmes realizados por integrantes do cineclube: produções documentais, experimentais e videoclipes serão exibidos como uma amostra do desenvolvimento de nossa atividade para além das exibições e atividades de formação. Após a sessão teremos debates que tratarão de cinemas negros, cinemas africanos, cineclubismo, formação política e das experiências de itinerâncias e democratização do acesso à cultura em diversos estados do Brasil.

 

Confiram as sinopses e acompanhem as sessões:

MULHER(ES)PELHOS
(Exp: Rayza Oliveira / Coletivo Mulher(Es)Pelhos, PE, 2015, 8’)

Sinopse: Que enigmas meninas e mulheres escondem por trás dos seus reflexos? Mulheres que a sociedade míope, distorce parecendo não enxergar ou enxergando pelo avesso, como elas se vêem? Dentre as inúmeras violências sofridas por mulheres, os casos de abusosfísicos/sexuais, se revelam em altos índices em pesquisas e noticiários cotidianos. Como se desprender desses traumas? Conheça a história de várias mulheres, de vários nomes, multiplicada, refletida em uma só protagonista.

 

CABELOS DE REDEMOINHOS
(Doc: Fabiana Maria / Cineclube Bamako, PE/RS, 2019, 9’)

Sinopse: A desconstrução de imaginários pessoais / coletivos em relação aos cabelos crespos a partir da experiência de 3 mulheres negras. E as possibilidades de reconstrução da autoestima das meninas negras através de ferramentas pedagógicas e de educação militante proporcionadas por uma professora e sua proposta de literatura infantil.

 

OUVIDOCHÃO – IDENTIDADES QUILOMBOLAS
(Doc: Gabriel Muniz / Cineclube Bamako, RS, 2019, 18’)

Sinopse: Buscando retratar paisagens sonoras em territórios quilombolas, este documentário em progresso aborda a memória e a construção de identidades quilombolas a partir de dois personagens, moradores do Quilombo Fidélix (Porto Alegre-RS). Seu Tilmo é pedreiro com larga experiência e que construiu boa parte das casas do quilombo. Mestre Jaburu é mestre de Capoeira e realiza um trabalho de difusão da cultura ancestral no território. Ambos falam de suas acolhidas no quilombo, suas lembranças na relação com o território e com as sonoridades quilombolas.

 

ASÈ SALAMALEIKO – Banda N’Zambi
(Videoclipe: Gabriel Muniz, Carol Oliveira, Douglas Henrique, Rodrigo Vieira / Cineclube Bamako, PE, 2016, 4’)

Sinopse: Asè Salamaleiko traça uma narrativa musical e audiovisual que liga contextos históricos, sociais, religiosos e geográficos em torno das tradições de matrizes africanas. As lutas, costumes e dinâmicas coletivas do passado em África reverberam ainda hoje nas vivências contemporâneas no bairro da Várzea. O videoclipe propõe, assim, uma abordagem atemporal das coletividades, ressaltando o respeito às diferenças, tanto no espaço global, quanto na comunidade onde a banda cresceu e mantém sua luta, com o movimento Salve o Casarão da Várzea!

Sessão Erê leva filmes de animação ao Centro Comunitário Mário Andrade

Saudações Cineclubistas!

Nossa próxima sessão no Recife será no próximo domingo, dia 03 de novembro de 2019. A Sessão Erê apresentará para a criançada do Ibura de Baixo filmes de animação com temáticas negras, no Centro Comunitário Mário Andrade. Nossa ação visa fortalecer esta iniciativa autônoma, gerada a partir do caso do adolescente negro Mário Andrade.

O Centro Comunitário Mário de Andrade é um espaço destinado a dar suporte à luta contra o genocídio do povo negro em nosso território, oferecendo apoio a mães e familiares de vítimas do Estado e promovendo cidadania e educação na comunidade do Ibura. Este Centro foi idealizado e criado por Joelma Andrade, mãe de Mário Andrade, que foi arbitrariamente assassinado por um Policial Militar da reserva quando tinha apenas 14 anos, em 25 de Julho 2016, tornando-se assim mais uma das inúmeras vítimas do Terrorismo de Estado que assola o Povo Negro em nosso país.

Após a exibição dos filmes haverá uma atividade de contação de histórias com a arte educadora Cris Muniz.

 

Confira as sinopses e ficha técnica dos filmes:

 

Bia Desenha – Ep. 01: Anjo de Jambo / Ep. 10: Sombras Assombradas / Ep. 11: Decalcando Nuvens
Animação, Criação: Kalor Pacheco e Neco Tabosa, Brasil, 2019, 7’, Classificação Livre

Bia, 5 anos, e Raul, 6 anos são primos. Os dois moram em casas ao redor do mesmo quintal, numa periferia da região metropolitana do Recife. A grande aventura da vida deles é quando se encontram depois da aula para brincar e desenhar. A série estimula a comunicação e o afeto em uma família pouco convencional, investigando os temas que passam pela cabeça das crianças enquanto elas se expressam com letras, traços e cores.

Kiriku – Os Homens e as Mulheres
Título original: Kirikou et les hommes et les femmes / Animação, Direção: Michel Ocelot, França, 2012, 88’, Classificação Livre

No último filme da trilogia, Kiriku é chamado para salvar sua aldeia de perigos sobrenaturais e humanos, o que ele faz com muita astúcia e humor, além de certa ingenuidade sobre o mundo. Contado pelo seu avô, o Homem Sábio que vive na Montanha Proibida, o filme entrelaça uma coleção de fábulas misturando narrativa tradicional e mitologia com pedaços de humor e sagacidade.

Sessão Matriarcas na Noite do Dendê 2019

Embora a dificuldade de fecharmos a articulação, conseguimos definir a nossa sessão junto à programação da Noite do Dendê 2019. Confira as sinopses dos filmes:

 

TIA CIATA (2017) é um curta-metragem documental que aborda o protagonismo feminino negro sob a ótica de Hilária Batista de Almeida, a Tia Ciata, uma mulher de suma importância para a história e cultura brasileira, referência na construção da identidade nacional.

SANTA DO MARACATU (1980) De Fernando Spencer. Documentário sobre as origens do Maracatu, tendo como base Dona Santa, famosa rainha do Maracatu Elefante.

KBELA (2015) Na indústria cinematográfica, mulheres negras sempre foram retratadas com cabelos alisados, promovendo um embranquecimento de suas características para agradar um público acostumado com personagens naturalmente brancos. No entanto, a diretora Yasmin Thayná resolve abandonar toda essa dinâmica conservadora e empodera mulheres negras através de seus cabelos crespos, uma das principais características da etnia negra e que deve, sempre, ser celebrada.

CAROLINA (2003) Carolina Maria de Jesus. Seu diário da favela é um sucesso em 1960. Apesar do reconhecimento, morreu esquecida e pobre.

 

 

ÚLTIMA CHAMADA – Cinema Negro e Indígena: Uma necessidade política e afetiva

PESQUISA SOBRE O CINEMA NEGRO E INDÍGENA BRASILEIRO

Nos últimos anos o cinema negro e indígena nacional tem criado proporções espetaculares, são produções que vão furando a hegemonia branca cinematográfica trazendo olhares específicos e fundamentais para a democratização da comunicação.

Por isso, está sendo realizada uma pesquisa sobre as produções audiovisuais brasileiras feitas por pessoas negras e indígenas, ou seja, essa população deve estar ocupando lugares de tomada de decisão no set de filmagem, a partir do ano de 2010. Para embasar a pesquisa quantitativa e qualitativa intitulada: “Cinema negro e indígena: Uma necessidade política e afetiva”, da pós-graduação em Arte e Tecnologia da Faculdade Rural de Pernambuco, elaborada por Iris Regina formada em Licenciatura Plena em Artes Visuais. “Queremos saber quem somos, onde estamos e do que falamos”.

Tal pesquisa pretende valorizar o protagonismo negro nessas produções no intuito de compreendermos narrativas distintas do olhar colonizador para contar outras histórias.

O formulário  https://goo.gl/forms/RhrEDWhzTATLz8QB2 estará disponível até o dia 10/04/2019.

Ajude na divulgação!ADELIA-SAMPAIO-570

Adélia Sampaio considerada a primeira cineasta negra brasileira

Mapa do Cinema Negro no Brasil

Iniciamos nossa residência artística no Rio!

OuvidoChão

Saudações!

Estamos bastante felizes de anunciar a partir deste nosso diário de bordo o início dos trabalhos do projeto OuvidoChão – Cartas Quilombolas. Nosso primeiro dia oficial de trabalho foi na última segunda-feira (03-12-2018) e começamos nesta primeira semana as sondagens de territórios, fortalecimentos de parcerias, reuniões da equipe de residência e recepção organizada pelo pessoal da ArtSonica, que nos deram as boas vindas apresentando o espaço do LabSonica.

Estamos retomando antigos e fazendo novos contatos com gente bastante interessante, cineclubistas, produtorxs audiovisuais, residentes e diversas pessoas com as quais temos sintonizado diversas frequências sonoras e afetivas. Algumas parcerias criativas já têm sido estabelecidas e muita coisa bacana vem por aí.

No âmbito de nossa pesquisa temos retomado e ampliado leituras sobre os territórios negros da região metropolitana, estudado a viabilidade técnica para as captações e finalizações de som e imagem, amadurecido nosso cronograma de trabalho a partir do…

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