Cineclube Bamako retorna à Olinda em dezembro com a Sessão Identidade

A Sessão identidade, do Cineclube Bamako, traz o documentário Cabelos de Redemoinhos e o encerramento da exposição fotográfica Cabelo: Uma Questão de Identidade

CABELOS DE REDEMOINHOS (Doc: Fabiana Maria / Cineclube Bamako, PE/RS, 2019, 9’)

Sinopse: A desconstrução de imaginários pessoais / coletivos em relação aos cabelos crespos a partir da experiência de 3 mulheres negras. E as possibilidades de reconstrução da autoestima das meninas negras através de ferramentas pedagógicas e de educação militante proporcionadas por uma professora e sua proposta de literatura infantil.

CABELO: UMA QUESTÃO DE IDENTIDADE

A exposição foi idealizada pelo cabeleireiro Félix Oliveira, através da criação de um catálogo Estética Afro, para que suas clientes possam se identificar e ter alguma referência. A produção deste catálogo foi realizada de forma independente com ajuda de alguns parceiros, como: o fotógrafo Fernando Azevedo, a coprodutora Gal Almeida, a designer Marcela Rabelo e clientes modelos.

 

RODA DE CONVERSA com Fabiana Maria e Félix Oliveira e convidadas; Carlita Roberta (Modelo e atriz); Fernanda Lima (Vice-Presidenta Nacional da UNALGBT); Gabrielle Conde (Contra-Mestra de Capoeira – ECAI Ifé); Mazarelo Rodrigues (Coordenadora do Kanteatro); Roma Julia (Contadora de estórias).

 

RODA DE CAPOEIRA – Grupo São Bento Pequeno – Contra-Mestre Efraim Santos e Contra-Mestre Jairton Amorim (Oião)

 

Cronograma

18h00 ás 18h30 – Visita à Exposição
18h30 as 19h00 – Roda de Capoeira
19h00 ás 19h15 – Exibição do Filme
19h15 ás 20h00 – Roda de Conversa

 

Fabiana Maria – Mulher Negra; Mãe solo; Pedagoga (UPE); Escritora de 2 livros, ainda não publicados; Diretora do documentário Cabelos de Redemoinhos; Sócia fundadora do Cineclube Bamako, Vice-Presidente Estadual da UNEGRO-PE; Professora da Escola Municipal Tempo Integral Dom João Crisóstomo; Conselheira do Conselho Municipal Étnicorracial de Olinda.

 

 

 

 

Félix Oliveira – natural de goiana, homem negro, gay. Pedagogo social; Cabeleireiro formado pela Unopar; Embelezamento e imagem pessoal; Colorista Maquiador; Especialista em cabelos crespo e cacheado; Idealizador da Exposição Fotográfica Cabelo: uma questão de identidade e da Exposição Fotográfica Erê Mucunã.

 

 

 

 

 

Carlita Roberta – feminista preta, estudante de Serviço Social pela Universidade Católica de Pernambuco, modelo e atriz. Protagonista do clipe Rainha do Congo, em homenagem a Rainha Marivalda, do Maracatu Estrela Brilhante do Recife onde foi dirigido por Afonso Oliveira Produções. Participa da formação para colunista/escritora pela Agência de Notícias da Favela (ANF) – do RJ, que atua em Recife em parceria também com Universidade Católica formando jovens pretos e periféricos para a Rede de agentes comunitários de comunicação.

 

 

 

 

Fernanda Lima – Gestora em Marketing, Vice-Presidenta Nacional da UNALGBT, Diretora da UNEGRO-PE, Gestora do Centro da Mulher Metropolitana Júlia Santiago pela Secretaria da Mulher do Recife.

 

 

 

 

 

 

 

Gabrielle Conde – Contra-Mestra de Capoeira do ECAI Ifé, negra, feminista, vinda da periferia, mulher de axé, mãe autônoma, capoeirista e arte-educadora.

 

 

 

 

 

Mazarelo Rodrigues – Graduada em pedagogia (UPE); Profª das redes municipais Paulista e Olinda; Idealizadora e coordenadora do Kanteatro; Conselheira do Conselho Municipal Étnicorracial de Olinda; Fundadora do movimento Lute como uma professora; Vice-gestora da Escola Municipal de Tempo Integral Sagrado Coração de jesus.

 

 

 

 

 

Roma Julia – Pedagoga; Contadora de estórias; Idealizadora dos projetos: Histórias do Meu Povo, Minha Comunidade é Assim, Mulheres Negras na Literatura Pernambucana. Se dedica a arte de contar histórias e ao desenvolvimento de ações de incentivo à leitura. Acredita que todos trazem em si o potencial criativo para produção de histórias a partir do resgate de suas memórias.

 

Sessão A Arte é a Arma marca estreia do Cineclube Bamako no Rio de Janeiro

Saudações cineclubistas! Nossa primeira sessão no Rio de Janeiro será nesta quarta (27/11) em Niterói!

A Sessão A Arte é a Arma, do Cineclube Bamako, traz dois documentários e mesa de debate sobre O PAPEL REVOLUCIONÁRIO DA ARTE NA TRANSFORMAÇÃO POLÍTICA.

#BXD – BAIXADA NUNCA SE RENDE De Juliana Spinola e Christian Tragni: (2017, 65′)

Sinopse: Música e cultura florescem na Baixada Fluminense. Acima de qualquer expectativa, artistas comuns abrem caminhos e transformam vidas diante de uma realidade nada fácil. Com o apoio do Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável do PNUD, eles apresentam um pouco de sua estória.

BURKINABÈ RISING: A ARTE DA RESISTÊNCIA EM BURKINA FASO De Iara Lee (2018, 71′)

Sinopse: aborda o universo de resistência através da arte e da vida comum na Burkina Faso do presente, considerando, no contexto histórico atual, as formas de engajamento que são em muito inspiradas e mobilizadas pelo espírito ativista do líder revolucionário Thomas Sankara, assassinado em 1987.

 

Após os filmes, teremos uma mesa de debate com xs convidadxs Jef Rodriguez e Rosa Miranda com mediação de Irla Franco.

JEF RODRIGUEZ – baiano de Ilhéus, MC e sócio-fundador da banda OQuadro; discotecário, arte-educador na Plataforma Urbana Digital do MACquinho e pesquisador auto-didata. É graduado em Filosofia pela UESC (Universidade Estadual de Santa Cruz) e estudante de Artes na UFF (Universidade Federal Fluminense).

ROSA MIRANDA – primeira mulher negra formada em Licenciatura em Cinema e Audiovisual no Brasil. Arte-educadora infanto-juvenil e cineasta, realizou mais de 19 produções cinematográficas e produziu diversos eventos culturais ligados a promoção da sétima arte negra. Idealizadora e criadora da Revista Ori, fundadora do Coletivo Kbça D’ Nêga e da Mostra Cinemas Negras – Europe Tour, é associada da APAN (Associação dos Profissionais de Audiovisual Negro). Foi homenageada pela Câmara de Vereadores de Niterói em 2019 por sua luta e difusão da cultura negra na cidade.

IRLA FRANCO – pernambucana, graduanda em Licenciatura em Cinema e Audiovisual na UFF, é artista sonora, microfonista, técnica de som direto e produtora da Bamako Produção.

Sessão Kilombo leva à Serra Talhada produções de PE, RS e ES

E o mês de novembro segue intenso!

O Cineclube Bamako tem o maior orgulho de apresentar mais esta ação itinerante. Em parceria com o grupo de estudos Macondo / UAST-UFRPE, nossa próxima sessão será em Serra Talhada, sertão pernambucano. Denominada como Sessão Kilombo, esta atividade cineclubista trará para a comunidade acadêmica – em especial os estudantes de comunidades quilombolas e indígenas – cinco produções que abordam vivências de identidades quilombolas em 3 regiões do Brasil. Além de filmes sobre quilombos do sertão de Pernambuco – produções realizadas por quilombolas de Mirandiba e Salgueiro – , teremos um filme sobre o universo infantil de quilombolas do Espírito Santo (Disque Quilombola) e também uma produção do próprio Cineclube Bamako: O recém lançado OuvidoChão – Identidades Quilombolas.

Após a sessão teremos debate com a presença dxs jovens quilombolas do Centro de Cultura e Cidadania Zumbi dos Palmares, que participaram do curso Ficcionalizar no Kilombo, que produziram neste ano quatro filmes sobre os quilombos do Feijão e Quixabeira (Mirandiba-PE), dois dos quais entraram em nossa sessão: o documentário sobre religiosidade afroindígena Não Mexa em Coisa Sagrada e a ficção documental sobre o racismo nas relações de trabalho na cidade em O Retorno de Luzia.

Esta é mais uma atividade de autonomia e resistência cineclubista, que sempre conta com parceirxs sensíveis à importância de democratizar o acesso ao cinema, aos conteúdos culturais e aos debates/práticas sobre questões pertinentes às lutas populares, fortalecendo as formações humanas, políticas e técnicas, incentivando e disseminando as possibilidades narrativas feitas pelas comunidades negras e indígenas, pois autonomia de pensamento e representatividade importam!

 

Confira as sinopses e fichas técnicas:

 

Disque Quilombola

(Doc: Dir: David Reeks, SP-ES, 2012, 13′, Livre)

Sinopse: Crianças do Espírito Santo conversam de um jeito divertido sobre como é a vida em uma comunidade quilombola e em um morro na cidade de Vitória. Por meio de uma genuína brincadeira infantil, os dois grupos falam de suas raízes e desvelam o quanto a infância tem mais semelhanças do que diferenças.

 

OuvidoChão – Identidades Quilombolas

(Documentário / Gabriel Muniz / Cineclube Bamako, RS, 2019, 18’, Livre)

Sinopse: Buscando retratar paisagens sonoras em territórios quilombolas, este documentário em progresso aborda a memória e a construção de identidades quilombolas a partir de dois personagens, moradores do Quilombo Fidélix (Porto Alegre-RS). Seu Tilmo é pedreiro com larga experiência e que construiu boa parte das casas do quilombo. Mestre Jaburu é mestre de Capoeira e realiza um trabalho de difusão da cultura ancestral no território. Ambos falam de suas acolhidas no quilombo, suas lembranças na relação com o território e com as sonoridades quilombolas.

 

O Retorno de Luzia

(Ficção-Documentário / Direção Coletiva / Coletivo Ficcionalizar, PE, 2019, 10’, Livre)

Sinopse: Do centro da cidade de Mirandiba aos quilombos da Quixabeira e Feijão, a paisagem sertaneja e o Baobá, árvore ancestral de África, vão abrigar a narrativa do retorno de Luzia ao quilombo, depois da dor e superação do racismo vivido na cidade.

 

Não Mexa em Coisa Sagrada

(Documentário / Direção Coletiva / Coletivo Ficcionalizar, PE, 2019, 10’, Livre)

Sinopse: Dona Mariazinha de Xangô é uma autêntica herdeira das tradições religiosas de matrizes afroindígenas atuante em Mirandiba desde o início dos anos 1990. A partir de seu depoimento, outras personalidades do lugar vão demonstrando a fé nos encantados que lhes protegem.

 

Black Out

(Documentário / Adalmir José da Silva, Felipe Peres Calheiros, Francisco Mendes, Jocicleide Valdeci de Oliveira, Jocilene Valdeci de Oliveira, Martinho Mendes, Paulo Sano, Sérgio Santos, PE, 2016, 13′, Livre)

Sinopse: Quilombo de Conceição das Crioulas, Salgueiro, sertão pernambucano, nordeste do Brasil. Um filme sobre o invisível.

 

Sessão Nós por Nós: Cineclubismo e produção independente de Cinema Negro

Saudações cineclubistas!

 

O Cineclube Bamako neste mês de novembro apresentará sua produção autoral, fruto das reflexões e práticas acumuladas com as experiências cineclubista e militante. A Sessão Nós por Nós trará filmes realizados por integrantes do cineclube: produções documentais, experimentais e videoclipes serão exibidos como uma amostra do desenvolvimento de nossa atividade para além das exibições e atividades de formação. Após a sessão teremos debates que tratarão de cinemas negros, cinemas africanos, cineclubismo, formação política e das experiências de itinerâncias e democratização do acesso à cultura em diversos estados do Brasil.

 

Confiram as sinopses e acompanhem as sessões:

MULHER(ES)PELHOS
(Exp: Rayza Oliveira / Coletivo Mulher(Es)Pelhos, PE, 2015, 8’)

Sinopse: Que enigmas meninas e mulheres escondem por trás dos seus reflexos? Mulheres que a sociedade míope, distorce parecendo não enxergar ou enxergando pelo avesso, como elas se vêem? Dentre as inúmeras violências sofridas por mulheres, os casos de abusosfísicos/sexuais, se revelam em altos índices em pesquisas e noticiários cotidianos. Como se desprender desses traumas? Conheça a história de várias mulheres, de vários nomes, multiplicada, refletida em uma só protagonista.

 

CABELOS DE REDEMOINHOS
(Doc: Fabiana Maria / Cineclube Bamako, PE/RS, 2019, 9’)

Sinopse: A desconstrução de imaginários pessoais / coletivos em relação aos cabelos crespos a partir da experiência de 3 mulheres negras. E as possibilidades de reconstrução da autoestima das meninas negras através de ferramentas pedagógicas e de educação militante proporcionadas por uma professora e sua proposta de literatura infantil.

 

OUVIDOCHÃO – IDENTIDADES QUILOMBOLAS
(Doc: Gabriel Muniz / Cineclube Bamako, RS, 2019, 18’)

Sinopse: Buscando retratar paisagens sonoras em territórios quilombolas, este documentário em progresso aborda a memória e a construção de identidades quilombolas a partir de dois personagens, moradores do Quilombo Fidélix (Porto Alegre-RS). Seu Tilmo é pedreiro com larga experiência e que construiu boa parte das casas do quilombo. Mestre Jaburu é mestre de Capoeira e realiza um trabalho de difusão da cultura ancestral no território. Ambos falam de suas acolhidas no quilombo, suas lembranças na relação com o território e com as sonoridades quilombolas.

 

ASÈ SALAMALEIKO – Banda N’Zambi
(Videoclipe: Gabriel Muniz, Carol Oliveira, Douglas Henrique, Rodrigo Vieira / Cineclube Bamako, PE, 2016, 4’)

Sinopse: Asè Salamaleiko traça uma narrativa musical e audiovisual que liga contextos históricos, sociais, religiosos e geográficos em torno das tradições de matrizes africanas. As lutas, costumes e dinâmicas coletivas do passado em África reverberam ainda hoje nas vivências contemporâneas no bairro da Várzea. O videoclipe propõe, assim, uma abordagem atemporal das coletividades, ressaltando o respeito às diferenças, tanto no espaço global, quanto na comunidade onde a banda cresceu e mantém sua luta, com o movimento Salve o Casarão da Várzea!

Sessão Erê leva filmes de animação ao Centro Comunitário Mário Andrade

Saudações Cineclubistas!

Nossa próxima sessão no Recife será no próximo domingo, dia 03 de novembro de 2019. A Sessão Erê apresentará para a criançada do Ibura de Baixo filmes de animação com temáticas negras, no Centro Comunitário Mário Andrade. Nossa ação visa fortalecer esta iniciativa autônoma, gerada a partir do caso do adolescente negro Mário Andrade.

O Centro Comunitário Mário de Andrade é um espaço destinado a dar suporte à luta contra o genocídio do povo negro em nosso território, oferecendo apoio a mães e familiares de vítimas do Estado e promovendo cidadania e educação na comunidade do Ibura. Este Centro foi idealizado e criado por Joelma Andrade, mãe de Mário Andrade, que foi arbitrariamente assassinado por um Policial Militar da reserva quando tinha apenas 14 anos, em 25 de Julho 2016, tornando-se assim mais uma das inúmeras vítimas do Terrorismo de Estado que assola o Povo Negro em nosso país.

Após a exibição dos filmes haverá uma atividade de contação de histórias com a arte educadora Cris Muniz.

 

Confira as sinopses e ficha técnica dos filmes:

 

Bia Desenha – Ep. 01: Anjo de Jambo / Ep. 10: Sombras Assombradas / Ep. 11: Decalcando Nuvens
Animação, Criação: Kalor Pacheco e Neco Tabosa, Brasil, 2019, 7’, Classificação Livre

Bia, 5 anos, e Raul, 6 anos são primos. Os dois moram em casas ao redor do mesmo quintal, numa periferia da região metropolitana do Recife. A grande aventura da vida deles é quando se encontram depois da aula para brincar e desenhar. A série estimula a comunicação e o afeto em uma família pouco convencional, investigando os temas que passam pela cabeça das crianças enquanto elas se expressam com letras, traços e cores.

Kiriku – Os Homens e as Mulheres
Título original: Kirikou et les hommes et les femmes / Animação, Direção: Michel Ocelot, França, 2012, 88’, Classificação Livre

No último filme da trilogia, Kiriku é chamado para salvar sua aldeia de perigos sobrenaturais e humanos, o que ele faz com muita astúcia e humor, além de certa ingenuidade sobre o mundo. Contado pelo seu avô, o Homem Sábio que vive na Montanha Proibida, o filme entrelaça uma coleção de fábulas misturando narrativa tradicional e mitologia com pedaços de humor e sagacidade.