Parceria entre Cineclubes Negros exibe documentário Eu Não Sou Seu Negro

 

Saudações Cineclubistas!

Na próxima sexta-feira (10/04/2020) teremos uma sessão bem diferente das que costumamos organizar. Nesses tempos de isolamento social, se fazem necessárias ações coletivas, para experimentar possibilidades de atuação integradas, utilizando os meios disponíveis, dadas as atuais limitações espaciais.

Neste sentido recebemos um convite bastante especial: a iniciativa do Cineclube Kalunga (GO) em fazer articulação com cineclubes de outros estados e propor uma sessão online chega como uma inspiração e motivação para a soma de potencialidades e fortalecimento de coletivos que trabalham o audiovisual negro enquanto ferramenta de reflexão e prática política a partir de ações concretas.

Nesta parceria, que envolve também os coletivos Mulungu Audiovisual (RN) e o CineUFG (GO), será exibido o filme documental Eu Não Sou Seu Negro, escrito por James Baldwin e dirigido por Raoul Peck. Após o filme, teremos debate, também online, com integrantes de cada cineclube.

As plataformas para transmissão serão os aplicativos Rave (Android, IOS) – para o filme – e Discord (Android, IOS)- para o debate. É necessário o download gratuito dos aplicativos no celular ou outra mídia móvel. O Discord também permite a transmissão pelos sistemas Windows, macOS e Linux. A participação nesta atividade proporcionará emissão de certificado.

Sintam-se convidades a experimentar conosco este formato de sessão cineclubista, uma articulação entre coletivos de GO / PE / RS / RN. Se vier, venha na paz, ficaremos honrades com suas participações. Vamos construir positivamente este momento!

 

Informações sobre o filme:

Documentário: Eu não sou seu negro
Direção: Raoul Peck
Ano: 2017
Duração: 1h 33min

Sinopse: – Narrado por Samuel L. Jackson, o documentário constrói uma reflexão sobre como é ser negro nos Estados Unidos. Em 1979, James Baldwin iniciou seu último livro, “Remember This House”, relatando as vidas e assassinatos dos lideres ativistas que marcaram a história social e politica americana: Medgar Evers, Malcolm X e Martin Luther King Jr. Baldwin não foi capaz de completar o livro antes de sua morte.
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10.04 – sexta-feira às 18h
transmissão do filme no app “Rave”
debate no app “Discord”
COM EMISSÃO DE CERTIFICADO.

Exibição especial de Cabelos de Redemoinho em Olinda!

Na próxima sexta-feira, 13 de Dezembro, às 11h, teremos sessão especial de Cabelos de Redemoinhos, junto à programação do I Festival Literário do Litoral Norte. O evento acontecerá na Praça do Carmo no decorrer desta semana, confira a programação:

 

QUARTA – 11/12
14h – Roda de conversa: Literatura Afro-indígena: perspectivas e desafios nas salas de aula.

Fabiana Maria (Sócia fundadora do Cineclube Bamako, Vice-Presidente Estadual da UNEGRO-PE, escritora e Professora da Escola Municipal Integral Dom João Crisóstomo).

Mazarelo Rodrigues Idealizadora e coordenadora do Kanteatro e Vice-gestora da Escola Municipal Integral Sagrado Coração de jesus.

Ilzenayde Araújo Neves (Mestre em Química e professora efetiva do governo do estado de PE).

Patrícia Marinho (Gestora da Escola Municipal Coronel José Domingos e mestra em Ciências da educação UAA PY)

Ceiça Axé – coordenadora da EJA e mestra em Educação

 

QUINTA – 12/12

10h- Apresentação dos Estudantes da Escola Municipal Integral Dom João Crisóstomo: Lançamento do Diário coletivo: Muito bem Carolina, Escrevivências infantis. Idealizadora e organizadora Fabiana Maria

 

SEXTA – 13/12

11h – Exibição do documentário Cabelos de Redemoinhos (Doc: Fabiana Maria / Cineclube Bamako, PE/RS, 2019, 9’)

Sinopse: A desconstrução de imaginários pessoais / coletivos em relação aos cabelos crespos a partir da experiência de 3 mulheres negras. E as possibilidades de reconstrução da autoestima das meninas negras através de ferramentas pedagógicas e de educação militante, proporcionadas por uma professora e sua proposta de literatura infantil.

Cineclube Bamako retorna à Olinda em dezembro com a Sessão Identidade

A Sessão identidade, do Cineclube Bamako, traz o documentário Cabelos de Redemoinhos e o encerramento da exposição fotográfica Cabelo: Uma Questão de Identidade

CABELOS DE REDEMOINHOS (Doc: Fabiana Maria / Cineclube Bamako, PE/RS, 2019, 9’)

Sinopse: A desconstrução de imaginários pessoais / coletivos em relação aos cabelos crespos a partir da experiência de 3 mulheres negras. E as possibilidades de reconstrução da autoestima das meninas negras através de ferramentas pedagógicas e de educação militante proporcionadas por uma professora e sua proposta de literatura infantil.

CABELO: UMA QUESTÃO DE IDENTIDADE

A exposição foi idealizada pelo cabeleireiro Félix Oliveira, através da criação de um catálogo Estética Afro, para que suas clientes possam se identificar e ter alguma referência. A produção deste catálogo foi realizada de forma independente com ajuda de alguns parceiros, como: o fotógrafo Fernando Azevedo, a coprodutora Gal Almeida, a designer Marcela Rabelo e clientes modelos.

 

RODA DE CONVERSA com Fabiana Maria e Félix Oliveira e convidadas; Carlita Roberta (Modelo e atriz); Fernanda Lima (Vice-Presidenta Nacional da UNALGBT); Gabrielle Conde (Contra-Mestra de Capoeira – ECAI Ifé); Mazarelo Rodrigues (Coordenadora do Kanteatro); Roma Julia (Contadora de estórias).

 

RODA DE CAPOEIRA – Grupo São Bento Pequeno – Contra-Mestre Efraim Santos e Contra-Mestre Jairton Amorim (Oião)

 

Cronograma

18h00 ás 18h30 – Visita à Exposição
18h30 as 19h00 – Roda de Capoeira
19h00 ás 19h15 – Exibição do Filme
19h15 ás 20h00 – Roda de Conversa

 

Fabiana Maria – Mulher Negra; Mãe solo; Pedagoga (UPE); Escritora de 2 livros, ainda não publicados; Diretora do documentário Cabelos de Redemoinhos; Sócia fundadora do Cineclube Bamako, Vice-Presidente Estadual da UNEGRO-PE; Professora da Escola Municipal Tempo Integral Dom João Crisóstomo; Conselheira do Conselho Municipal Étnicorracial de Olinda.

 

 

 

 

Félix Oliveira – natural de goiana, homem negro, gay. Pedagogo social; Cabeleireiro formado pela Unopar; Embelezamento e imagem pessoal; Colorista Maquiador; Especialista em cabelos crespo e cacheado; Idealizador da Exposição Fotográfica Cabelo: uma questão de identidade e da Exposição Fotográfica Erê Mucunã.

 

 

 

 

 

Carlita Roberta – feminista preta, estudante de Serviço Social pela Universidade Católica de Pernambuco, modelo e atriz. Protagonista do clipe Rainha do Congo, em homenagem a Rainha Marivalda, do Maracatu Estrela Brilhante do Recife onde foi dirigido por Afonso Oliveira Produções. Participa da formação para colunista/escritora pela Agência de Notícias da Favela (ANF) – do RJ, que atua em Recife em parceria também com Universidade Católica formando jovens pretos e periféricos para a Rede de agentes comunitários de comunicação.

 

 

 

 

Fernanda Lima – Gestora em Marketing, Vice-Presidenta Nacional da UNALGBT, Diretora da UNEGRO-PE, Gestora do Centro da Mulher Metropolitana Júlia Santiago pela Secretaria da Mulher do Recife.

 

 

 

 

 

 

 

Gabrielle Conde – Contra-Mestra de Capoeira do ECAI Ifé, negra, feminista, vinda da periferia, mulher de axé, mãe autônoma, capoeirista e arte-educadora.

 

 

 

 

 

Mazarelo Rodrigues – Graduada em pedagogia (UPE); Profª das redes municipais Paulista e Olinda; Idealizadora e coordenadora do Kanteatro; Conselheira do Conselho Municipal Étnicorracial de Olinda; Fundadora do movimento Lute como uma professora; Vice-gestora da Escola Municipal de Tempo Integral Sagrado Coração de jesus.

 

 

 

 

 

Roma Julia – Pedagoga; Contadora de estórias; Idealizadora dos projetos: Histórias do Meu Povo, Minha Comunidade é Assim, Mulheres Negras na Literatura Pernambucana. Se dedica a arte de contar histórias e ao desenvolvimento de ações de incentivo à leitura. Acredita que todos trazem em si o potencial criativo para produção de histórias a partir do resgate de suas memórias.

 

Sessão A Arte é a Arma marca estreia do Cineclube Bamako no Rio de Janeiro

Saudações cineclubistas! Nossa primeira sessão no Rio de Janeiro será nesta quarta (27/11) em Niterói!

A Sessão A Arte é a Arma, do Cineclube Bamako, traz dois documentários e mesa de debate sobre O PAPEL REVOLUCIONÁRIO DA ARTE NA TRANSFORMAÇÃO POLÍTICA.

#BXD – BAIXADA NUNCA SE RENDE De Juliana Spinola e Christian Tragni: (2017, 65′)

Sinopse: Música e cultura florescem na Baixada Fluminense. Acima de qualquer expectativa, artistas comuns abrem caminhos e transformam vidas diante de uma realidade nada fácil. Com o apoio do Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável do PNUD, eles apresentam um pouco de sua estória.

BURKINABÈ RISING: A ARTE DA RESISTÊNCIA EM BURKINA FASO De Iara Lee (2018, 71′)

Sinopse: aborda o universo de resistência através da arte e da vida comum na Burkina Faso do presente, considerando, no contexto histórico atual, as formas de engajamento que são em muito inspiradas e mobilizadas pelo espírito ativista do líder revolucionário Thomas Sankara, assassinado em 1987.

 

Após os filmes, teremos uma mesa de debate com xs convidadxs Jef Rodriguez e Rosa Miranda com mediação de Irla Franco.

JEF RODRIGUEZ – baiano de Ilhéus, MC e sócio-fundador da banda OQuadro; discotecário, arte-educador na Plataforma Urbana Digital do MACquinho e pesquisador auto-didata. É graduado em Filosofia pela UESC (Universidade Estadual de Santa Cruz) e estudante de Artes na UFF (Universidade Federal Fluminense).

ROSA MIRANDA – primeira mulher negra formada em Licenciatura em Cinema e Audiovisual no Brasil. Arte-educadora infanto-juvenil e cineasta, realizou mais de 19 produções cinematográficas e produziu diversos eventos culturais ligados a promoção da sétima arte negra. Idealizadora e criadora da Revista Ori, fundadora do Coletivo Kbça D’ Nêga e da Mostra Cinemas Negras – Europe Tour, é associada da APAN (Associação dos Profissionais de Audiovisual Negro). Foi homenageada pela Câmara de Vereadores de Niterói em 2019 por sua luta e difusão da cultura negra na cidade.

IRLA FRANCO – pernambucana, graduanda em Licenciatura em Cinema e Audiovisual na UFF, é artista sonora, microfonista, técnica de som direto e produtora da Bamako Produção.

Sessão Kilombo leva à Serra Talhada produções de PE, RS e ES

E o mês de novembro segue intenso!

O Cineclube Bamako tem o maior orgulho de apresentar mais esta ação itinerante. Em parceria com o grupo de estudos Macondo / UAST-UFRPE, nossa próxima sessão será em Serra Talhada, sertão pernambucano. Denominada como Sessão Kilombo, esta atividade cineclubista trará para a comunidade acadêmica – em especial os estudantes de comunidades quilombolas e indígenas – cinco produções que abordam vivências de identidades quilombolas em 3 regiões do Brasil. Além de filmes sobre quilombos do sertão de Pernambuco – produções realizadas por quilombolas de Mirandiba e Salgueiro – , teremos um filme sobre o universo infantil de quilombolas do Espírito Santo (Disque Quilombola) e também uma produção do próprio Cineclube Bamako: O recém lançado OuvidoChão – Identidades Quilombolas.

Após a sessão teremos debate com a presença dxs jovens quilombolas do Centro de Cultura e Cidadania Zumbi dos Palmares, que participaram do curso Ficcionalizar no Kilombo, que produziram neste ano quatro filmes sobre os quilombos do Feijão e Quixabeira (Mirandiba-PE), dois dos quais entraram em nossa sessão: o documentário sobre religiosidade afroindígena Não Mexa em Coisa Sagrada e a ficção documental sobre o racismo nas relações de trabalho na cidade em O Retorno de Luzia.

Esta é mais uma atividade de autonomia e resistência cineclubista, que sempre conta com parceirxs sensíveis à importância de democratizar o acesso ao cinema, aos conteúdos culturais e aos debates/práticas sobre questões pertinentes às lutas populares, fortalecendo as formações humanas, políticas e técnicas, incentivando e disseminando as possibilidades narrativas feitas pelas comunidades negras e indígenas, pois autonomia de pensamento e representatividade importam!

 

Confira as sinopses e fichas técnicas:

 

Disque Quilombola

(Doc: Dir: David Reeks, SP-ES, 2012, 13′, Livre)

Sinopse: Crianças do Espírito Santo conversam de um jeito divertido sobre como é a vida em uma comunidade quilombola e em um morro na cidade de Vitória. Por meio de uma genuína brincadeira infantil, os dois grupos falam de suas raízes e desvelam o quanto a infância tem mais semelhanças do que diferenças.

 

OuvidoChão – Identidades Quilombolas

(Documentário / Gabriel Muniz / Cineclube Bamako, RS, 2019, 18’, Livre)

Sinopse: Buscando retratar paisagens sonoras em territórios quilombolas, este documentário em progresso aborda a memória e a construção de identidades quilombolas a partir de dois personagens, moradores do Quilombo Fidélix (Porto Alegre-RS). Seu Tilmo é pedreiro com larga experiência e que construiu boa parte das casas do quilombo. Mestre Jaburu é mestre de Capoeira e realiza um trabalho de difusão da cultura ancestral no território. Ambos falam de suas acolhidas no quilombo, suas lembranças na relação com o território e com as sonoridades quilombolas.

 

O Retorno de Luzia

(Ficção-Documentário / Direção Coletiva / Coletivo Ficcionalizar, PE, 2019, 10’, Livre)

Sinopse: Do centro da cidade de Mirandiba aos quilombos da Quixabeira e Feijão, a paisagem sertaneja e o Baobá, árvore ancestral de África, vão abrigar a narrativa do retorno de Luzia ao quilombo, depois da dor e superação do racismo vivido na cidade.

 

Não Mexa em Coisa Sagrada

(Documentário / Direção Coletiva / Coletivo Ficcionalizar, PE, 2019, 10’, Livre)

Sinopse: Dona Mariazinha de Xangô é uma autêntica herdeira das tradições religiosas de matrizes afroindígenas atuante em Mirandiba desde o início dos anos 1990. A partir de seu depoimento, outras personalidades do lugar vão demonstrando a fé nos encantados que lhes protegem.

 

Black Out

(Documentário / Adalmir José da Silva, Felipe Peres Calheiros, Francisco Mendes, Jocicleide Valdeci de Oliveira, Jocilene Valdeci de Oliveira, Martinho Mendes, Paulo Sano, Sérgio Santos, PE, 2016, 13′, Livre)

Sinopse: Quilombo de Conceição das Crioulas, Salgueiro, sertão pernambucano, nordeste do Brasil. Um filme sobre o invisível.