Cineclube Bamako lança produção independente em sessão no Quilombo Fidélix

Saudações Cineclubistas!

Nossa Sessão Porongos – será no dia 20/09, às 19h, no Quilombo Família Fidélix. Neste dia – em que é comemorado no Rio Grande do Sul a Revolução Farroupilha – traremos uma sessão cujo tema será o massacre de Porongos, triste capítulo da história do estado, quando os combatentes negros foram traídos pelas forças do Duque de Caixias (ele mesmo!), desarmados e brutalmente assassinados.

Teremos 2 produções em curta-metragem que retratam este episódio: Manifesto Porongos, documentário/videoclipe produzido por Thiago Köche e pelo grupo de rap Rafuagi; e Fábula de Porongos, ficção realizada por Manuela Furtado e pela produtora Praça Filmes.

Também faremos o lançamento do documentário OuvidoChão – Identidades Quilombolas, produção do Cineclube Bamako, realizada por Gabriel Muniz. Um aprofundamento na pesquisa sobre paisagens  sonoras e territórios feito de forma totalmente independente, foi gravado no próprio Quilombo Família Fidélix.

Nossa sessão conta com o apoio do Quilombo Fidélix e da Frente Quilombola RS.

Email: cineclubebamako@gmail.com / Facebook: @cineclubebamako / Instagram: @cineclubebamako

 

Informações da sessão

MANIFESTO PORONGOS – Thiago Köche / Rafuagi (Doc/Clipe, 16′, 2016).

Sinopse: O trabalho trata do vergonhoso massacre de Porongos durante a Revolução Farroupilha, quando negros escravizados que lutavam ao lado dos farroupilhas com a promessa de liberdade foram emboscados e chacinados, através de ordens diretas de Duque de Caxias e David Canabarro. Na música, utilizando versos do poeta negro Oliveira Silveira (em memória), a letra do Hino do Rio Grande do Sul é alterada: o trecho “povo que não tem virtude acaba por ser escravo” dá lugar a “povo que não tem virtude acaba por escravizar”.

FÁBULA DE PORONGOS – Manuela Furtado / Praça Filmes (Fic, 23′, 2016).

Sinopse: Uma história de resgate da cultura negra gaúcha e dos Mestres Griôs. Educativo, o curta-metragem trata da realidade de famílias negras na periferia das grandes cidades em paralelo a fatos históricos. Vô Guinga (Sirmar Antunes) é um militar aposentado que recebeu uma oferta de compra para sua loja de animais, localizada em uma área na periferia de Porto Alegre, onde será erguido um centro comercial. Enquanto narra histórias da saga Farroupilha para a neta Clara (Beatriz Lima), vêm à tona dilemas humanos como relações familiares e a liberdade de escolha, sempre sob o  manto da história dos Lanceiros Negros e a controversa história do Cerro de Porongos.

OUVIDOCHÃO – IDENTIDADES QUILOMBOLAS – Gabriel Muniz / Cineclube Bamako (Doc, 18′, 2018)

Sinopse: Buscando retratar paisagens sonoras em territórios quilombolas, este documentário em progresso aborda a memória e a construção de identidades quilombolas a partir de dois personagens, moradores do Quilombo. Seu Tilmo é pedreiro com larga experiência e que construiu boa parte das casas do quilombo. Mestre Jaburu é mestre de Capoeira e realiza um trabalho de difusão da cultura ancestral no território. Ambos falam de suas acolhidas no quilombo, suas lembranças na relação com o território e com as sonoridades quilombolas.

 

*Antes da sessão teremos uma Oficina de Serigrafia, facilitada por Ana Paula, do Coletivo Alicerce. Serão produzidas camisetas do próprio Quilombo Fidélix.

Anúncios
Esta publicação foi postada por Gabriel Muniz.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: